Foi pelas 18:30 horas que se deu início ao segundo dia de “O Basqueiral”, num final de tarde, que deixava antecipar a chuva que se aproximava. Mas não foi a chuva que impediu a festa de acontecer.
As atuações começaram com a presença de Maria Reis, onde num ambiente mais intimista, no museu de Santa Maria de Lamas, atuou a solo projetando o seu Pop-alternativo, cativando o público presente. Seguiu-se no palco exterior ao museu a atuação do grupo Yakuza, que com a ajuda dos primeiros pingos de chuva, aliciou o público a ficar aconchegado junto ao palco ao longo de uma hora para ficarem alucinados com os seus sons de Nu-Jazz de influências House, que por vezes poderiam perfeitamente servir de banda sonora para algo psicadélico. A abrir o palco principal o festival contou com a presença de B Fachada, multi-instrumentista português, que com as suas letras e músicas populares, do século XXI, questiona e critica da sua forma peculiar várias questões, puxando ao mesmo tempo pelo público, que acompanhou, sem sombra de dúvida, da melhor forma a atuação.
De volta ao palco exterior ao museu, foi a vez de Blu Samu marcar presença no festival da sua terra. Com o seu Hip-Hop misturado com Trap e Soul, ela é a nova sensação do Hip-Hop belga e isso valeu-lhe o prémio de melhor artista emergente na categoria de música urbana atribuído pela Redbull Elektropedia Awards, que a lançou para os palcos um pouco por toda a Europa. De seguida foi a vez do público dar as boas vindas aos Sensible Soccers, que presentearam o público com a suas músicas Pop e hipnotizaram o público de tal forma que nem a chuva que se fez sentir no momento da atuação fez arredar pé. Os Conferência Inferno tocaram logo a seguir e com o seu som Eletrónico Industrial, No-wave do pós-Punk envolveram o público ao longo de uma hora de atuação. Para encerrar “O Basqueiral” entraram em cena os franceses, The Psychotic Monks, que se expressaram num caos descontroladamente controlado.
Deu-se por encerrada, depois deste alinhamento, mais uma edição de “O Basqueiral”, que regressou este ano à normalidade dos festivais portugueses depois de várias condicionantes causadas pela pandemia nos dois últimos anos.
Este festival tem tudo para regressar, com ainda mais força. Os caminhos já não nos levam todos para lá este ano, mas para o próximo de certeza que vamos novamente parar ao “O Basqueiral”!




































