Foi num ambiente de penumbra que dois corpos se conjugaram com movimentos e sons e nos apresentaram as suas partituras. Helena Oliveira e Marta Moreira levam-nos numa viagem de emoções e sensações, que vida nos vai proporcionando, e exploram o seu corpo como meio de comunicação para partilhar com o público presente as experiências de duas mulheres de gerações diferentes. A performance leva a um apelo à empatia e à reconexão com a humanidade em um mundo cada vez mais desumanizado.
Helena Oliveira é uma coreógrafa e bailarina consagrada, especialista em arte comunitária, e tem pautado o seu trabalho por criações colaborativas, integrando um sem-número de festivais e programas de relevo (ECOAR, programa Partis, Palcos Instáveis, DDD, Cultura para Todos, Dias de Património a Norte, festival Tremor). Além de muitas colaborações com estruturas artísticas nacionais (Comédias do Minho, Rede de Arte Comunitária de S. M. da Feira, ondamarela), os últimos anos têm sido dedicados a criações próprias, com os diferentes grupos e colectivos que integra e/ou dirige (Escolhas em Movimento, Poesia no Corpo – Corpo na Poesia, Ecos Urbanos, Mira Fórum).
Aqui, alia-se a Marta Moreira (no âmbito do trabalho que juntas desenvolvem na Plataforma de Pandemónio) para uma primeira criação conjunta, onde o cruzamento disciplinar entre a Dança e a Música é pedra basilar.
Marta Moreira é pianista clássica de formação, mas já há alguns anos que a sua actividade transcendeu esse âmbito, cruzando fronteiras entre a Música, a Performance e a Literatura. Fundou em plena pandemia o colectivo de criação artística Plataforma do Pandemónio, onde desenvolve intensa actividade nos domínios da criação artística, programação e mediação cultural.
PARTITURAS integra um ciclo prolífico de criações próprias, que têm integrado festivais de pequena e média dimensão e programas culturais municipais (Variações – Cultura Emergente; Festival Entre Cidades; ACTUM; Poesia ao Centro).
Depois de diferentes criações no âmbito do Vídeo, da Performance e do Teatro, e depois de publicar, sob a chancela da Editora Urutau, a sua primeira obra dramatúrgica (2022), surge a Dança como nova oportunidade de criação transdisciplinar, enfoque notório da sua carreira.















