Mais um ano de festival Basqueiral e começamos logo com Azia. Azia para aqueles que não estiveram presentes no Warm Up pois, como podemos ver, prometia um bom festival.
Azia veio do Porto e abriu o festival com a sua música de laboratório e mensagens disruptivas em devaneios sobre aspectos do cotidiano da sociedade muitas vezes ignorados. Num ambiente mais intimista proporcionado pela capela do museu, a mensagem foi passada ao publico que encheu por completo o espaço.
Serpenteando pelo recinto já andava uma cobra que, quando subiu ao palco museu, fumou e pôs a fumar quem esteve presente no concerto. A banda apresentou o seu álbum de thrash metal e sludge inebriando o público com o seu fumo cheio de riffs e distorção não deixando ninguém indiferente e a levar todos os presentes a abanar o esqueleto perante um som duro como o aço, serpenteando por entre géneros de punk, thrash e rock’n’roll cantado em língua portuguesa.
No alinhamento estava uma mão que de morta não tem nada. Dispensando apresentações, a banda teve início em 1985, subiam ao palco tendinha os Mão Morta numa toada mais calma de rock Avant-garde, e liderados pelo carismático vocalista Adolfo Luxuria Canibal. A mão continua viva e a apresentar trabalhos até aos dias de hoje.
Voltamos ao palco museu para os Baba Ali nos abrirem portas como o seu som inspirado em R&B, soul, blues e rock experimental e uma performance em palco contagiante. Vírus contagiado e foi ver os corpos a dançar e a pular. Não faltou muito para que o palco fosse invadido por um salto mais ousado.
Voltamos a acalmar as ostes com a tenda montada pelos Indignu, banda de Barcelos, com o som instrumental das suas melodias e distorções emocionais. O seu som veio acalmar um pouco os festivaleiros que se deixaram embalar pelas notas de violino acompanhadas de um ritmo e cadência mais marcada pela guitarra.
Hora do último concerto. Palco museu espera os Petbrick com o seu som de rock industrial-hardcore. Se havia alguma coisa para partir não ia passar para além deste concerto. Os Petbrick compostos por Iggor Cavalera, dos Sepultura, e Wayne Adams, dos Big Lad, iam encerrar a noite do primeiro dia do festival, levando ao consumo do resto das energias do muito público que compareceu no recinto.
Feito o resumo do primeiro dia venha o segundo e esperemos que tenham recarregado baterias, pois vão precisar da carga máxima.




































