“Uma receita em constante apuramento, combinando decibéis (…) Com temperos e especiarias sensoriais.”
Por entre as árvores, do património arquitectónico dos jardins do parque, a igreja e o museu, regressa, mais uma vez, o festival “O Basqueiral”, apresentando um leque excepcional de músicos e grupos que nos transportam para um mundo alternativo. Entre os dias 17 e 18 de Junho, os festivaleiros terão acesso gratuito ao parque de campismo, à curta distância de apenas um minuto a pé, à exposição intitulada “A Rota do Mediterrâneo”, no museu de Santa Maria de Lamas e terão também acesso aos finos “sempre a ferver” da Tendinha dos Clérigos.
“O Basqueiral” que se realiza anualmente na Vila de Santa Maria de Lamas desde 2017, trata-se de um festival que, ao contrário do que o seu nome possa sugerir, não se limita exclusivamente à música. Através da sua ramificação baptizada de “Basqueirart”, abraça diversas manifestações artísticas como as artes plásticas, as performances, as exposições, a arte urbana, o cinema, entre outras.
O primeiro dia de festival foi na excelente companhia de artistas como João Pais Filipe, que deu início à edição de 2022, num palco situado bem no meio da exposição “Rota do Mediterrâneo”, com a sua percursão, ao longo de uma expansão criativa sem sinais de abrandamento. O projecto Daguida, oriundo de Santa María de Lamas, foi o segundo a pisar os palcos, mais precisamente, palco exterior ao museu, com batidas rock, ritmos africanos e um discurso tragico-comico, ficando caracterizado como um rock popular. Os Linda Martini seguiram-se, atuando já no palco principal, e ninguém diria que ao longo de quase duas décadas continuariam a manter aquela pujança em palco, que amplificou novas músicas, mas que também ajudou a recuperar algumas que já não eram tocadas em palco à bastante. De regresso ao palco exterior ao museu, foi sentida em palco a excentricidade exótica do avant punk, da londrina, Nuha Ruby Ra, que atuou pela primeira vez em Portugal, sendo assim uma das grandes revelações da primeira noite do festival. Os Bizarra Locomotiva, a maior referência da música industrial e obscura em Portugal, entraram em palco sem qualquer sinal de querem abrandar o ritmo, que levam a já quase 30 anos. Para finalizar a noite seguiram os Cocaine Piss, com o seu punk, para provocar a euforia e a desorientação de quem se colocou à mercê do seu caos.
O segundo dia promete tanto quanto o primeiro entregou ao público, com a presença dos Sensible Soccer e Conferência Inferno. Por isso, os caminhos vão dar certamente ao “O Basqueiral”!
Horário 2º dia
18:30 – Maria Reis
19:45 – Yakuza
20:50 – B Fachada
22:00 – Blu Samu
23:10 – Sensible Soccer’s
00:30 – Conferência Inferno
01:40 – The Psychotic Monks
Fotos Mário Gouveia





























